A mediunidade sempre existiu, porque o homem sempre teve um Espírito. Assim as comunicações com os Espíritos tiveram lugar em todas as épocas e em regiões diversas, os fatos mediúnicos são tão antigos quanto a aparição do homem e os fenômenos de obsessão têm sido observados desde sempre.


Na Índia, encontra-se nos Vedas, que é o mais antigo código religioso que se conhece e que foi escrito vários milhares de anos antes de Jesus Cristo, a crença na existência dos Espíritos. O grande legislador Manou se exprime assim: «Os Espíritos dos ancestrais, no estado invisível, acompanham certos Brahmas; sob uma forma aérea, eles os seguem e tomam lugar ao seu lado quando se sentam.» (Manou, Slocas, 187, 188, 189).

Um outro autor hindu declara: « Algum tempo antes de se despojarem de seu envelope mortal, as almas que não praticaram senão o bem adquirem a faculdade de conversar com as almas dos que os precederam. »

Na China, desde tempos imemoriais, já se entregavam à evocação dos espíritos dos ancestrais.

No Egito, os magos dos faraós realizavam prodígios que são contados na Bíblia; deixando de lado tudo aquilo que pode haver de legendário nessas narrações, é certo que evocavam os mortos. Desde Moisés, seu discípulo, foi proibido formalmente aos Hebreus se entregarem à essas práticas: « Que, entre vós, ninguém use do sortilégio e de encantamentos ou interrogue os mortos para aprender a verdade. » (Deuteronômio).

Entre os hebreus, malgrado essa proibição de Moisés, vemos Saul consultar a pitonisa de Endor e, por seu intermediário, comunicar-se com a sombra de Samuel. De mais, sempre houve pesquisadores que foram tentados por essas evocações misteriosas: eles comunicavam uns aos outros uma doutrina secreta, que denominavam Cabala.

Na Grécia, a crença nas evocações era geral. Os templos possuíam todos, mulheres, denominadas pitonisas, encarregadas de receber os oráculos evocando os deuses. Homero, na Odisséia, descreveu minuciosamente as cerimônias pelas quais Ulisses podia conversar com a sombra do adivinho Tirésias. Apolônio de Tianá, sábio filósofo pitagórico e taumaturgo de grande poder, possuía conhecimento muito extenso sobre as ciências ocultas; sua vida é repleta de fatos extraordinários; ele acreditava firmemente nos Espíritos e em suas possíveis comunicações com os vivos.

Continua...

3 comentários:

Adriana disse...

Carol,

Maravilhoso post! Você está fazendo ótimas abordagens aqui, amiga!

De fato, a mediunidade sempre existiu, visto que é algo inerente ao ser humano. Acho que até podemos arriscar e dizer que o Espiritismo sempre existiu também, afinal, somos todos espíritos.

Realmente, as pitonisas gregas nada mais eram do que médiuns...

No Egito Antigo os sacerdotes sempre utilizaram os conhecimentos do magnetismo e do espiritualismo.

Inclusive, Allan Kardec, na Revista Espírita de 1858, descreve um diálogo que teve com o espírito “Mehmet-Ali”, antigo paxá do Egito (considerado o verdadeiro criador do Egito moderno), onde, ao perguntar-lhe se os sacerdotes do antigo Egito conheciam a doutrina espírita, obtém como resposta: “era a deles”!

Aguardando a continuação... ;)

Beijos!!!

Carol disse...

Concordo com vc, o texto é muito bom! Ele faz parte de um curso da Introdução da Doutrina Espírita, eu e os cursos on-line, vc sabe como é estar sempre, sempre, sempre! Bj no coração!

Du disse...

Muito bom mesmo!!!

BEIJÃO