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Não podemos confundir a vontade positiva, com a permissiva de Deus, o íntimo desejo dEle, é que todos os homens herdem o céu, entretanto há o livre arbítrio, onde é possível se escolher o que será da eternidade, Ele dotou o homem de sabedoria, intelecto, razão e decisão, não criou robôs programados para serem obrigados a lhe servir.


Seria Deus um Ser injusto
se tivesse pego alguém de surpresa ao passar para a eternidade, e somente então tivesse o vislumbre do fatos, uma situação absolutamente contraditória ao que Ele tem feito, aliás com muita paciência, porque talvez se fosse eu não daria tantas oportunidades, mas Ele o faz e o faz, por amor. Todas as condenações de pessoas registradas na bíblia, foram pessoas que livremente assim o provocaram, ao ignorar os ensinamentos e alertas que Ele dera antes.

O próprio Lúcifer existe, foi sentenciado e tornou-se inimigo ferrenho livre e espontaneamente, Deus não o fez assim, mas a partir de sua decisão passou a assumir as próprias conseqüências, sendo punido pelo seu grave erro, aliás punição é largamente ensinada na bíblia, como meio de castigar os que cometem deliberadamente a desobediência e a impiedade, e não adianta mascararmos a verdade ou criarmos uma meia-verdade. Aquilo que o homem semear, isto também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna (Gl 6:7,8).

Observemos que esta posto o caminho e nós é quem decidimos qual seguiremos, Ele mostra qual o que Ele traçou, e nós decidimos se aceitaremos ou não, é como se alguém nos encontrasse em um determinado percurso e nos esclarecesse qual o caminho correto e o incorreto, também esclarecesse quais as conseqüências de seguirmos pelo caminho incorreto, e mesmo assim persistíssemos no erro, será que mereceríamos as consequências? Precisamos assumir os resultados das nossas próprias atitudes, um grande defeito que temos é não assumir as conseqüências das nossas decisões, e isto não é recente, começou em Adão “foi a mulher Senhor que tu me destes”. Numa ocasião em minha vida, estive a procurar a residência de uma pessoa num determinado local de Recife, e pedi informação a três pessoas distintas sobre aonde ficaria aquela rua, a medida em que ia avançando, e as três pessoas me explicaram aonde seria, porém todas me alertaram: “Fica neste sentido, mas lá é muito perigoso, cuidado!”, sinceramente só desisti na terceira informação. Bom, se algo de errado tivesse acontecido comigo, jamais poderia transferir a minha responsabilidade para aquelas pessoas que me alertaram, muito menos para Deus, que havia me dado três oportunidades de desistir.

Por último, permitam-me mas, existem escritos e escritores, revelações e revelados, nós decidimos também, porque e por quem seremos discipulados, prefiro ficar com os escritos inequívocos da bíblia sagrada, sob os quais todos os demais deveriam se subordinar, devido a sua inerrante fidelidade e perfeição, mesmo em meio as várias circunstâncias de seus registros e revelações, houve apenas um ser supremo, orquestrando harmoniosamente suas letras.

Mas, se você está lendo isto, é porque ainda há oportunidade de:

- Salvação : “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Hb. 7:25.”

- Purificação “Vinde então, e argüi-me , diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. Is. 1:18.”

- Perdão : “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar (Is 55.7)”.


- Firmeza : “Os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda. Is 30:21”


- Amor Incondicional : “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo 3:16”

- Ir Para o Céu : "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (Jo 14.2,3).


Dinamercio Lima



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A OBRA DE DEUS

"No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" - (Gênesis, cap. 1 - 1 e 2).




Desde o tempo em que a humanidade vivia em cavernas, o homem admira-se perante a grandiosidade do Universo. Ernest Renan, historiador e filólogo francês do século XIX, em sua magnífica obra A Vida de Jesus, afirma: “Desde que o homem se diferenciou do animal, tornou-se religioso, ou seja, ele percebeu que na natureza havia algo além da realidade e, em si mesmo, algo que estava além da morte”. Por isso, o ser humano sempre buscou respostas sobre a origem das coisas e quis saber a respeito de quem teria sido o supremo arquiteto dos céus, dos montes, das matas e dos mares. A Doutrina Espírita oferece seguras respostas a essas questões.

O que é Deus

Os Espíritos superiores ensinam que Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Criou tudo o que há no Universo. É o único princípio não criado, tendo existido de todo o sempre. As leis da Física demonstram que um determinado efeito nunca pode ser anterior à causa. A Criação é um “efeito”, cuja causa permanece desconhecida da ciência humana. Mas pode-se concluir que ela é conseqüência da ação de um princípio lógico e inteligente, que se encadeia e mostra-se por toda parte. É o alicerce do conhecimento exato. Ora, se o efeito é inteligente, a causa deve ser inteligente, o que leva à conclusão que o responsável pela origem do Universo, seja quem for, deve obrigatoriamente ser inteligente e superior a tudo. A essa causa primeira, denominou-se “Deus”. Pode-se conceber e conhecer a Deus, observando e estudando suas obras.

"Lançando o olhar em torno de si, sobre as obras da Natureza, observando a previdência, a sabedoria e a harmonia que presidem todas as coisas, reconhecemos que nenhuma há que não ultrapasse o mais alto alcance da inteligência humana. Ora, desde que o homem não as pode produzir, é que elas são o produto de uma inteligência superior à humanidade, a não ser que admitamos haver efeito sem causa" - (Allan Kardec - A Gênese, cap. II, item 5).

Atributos da Divindade

Durante muito tempo o homem definiu o Criador do Universo como se fosse à sua imagem e semelhança, dando-lhe uma aparência humana, bem como suas próprias imperfeições. Moldou para si um Deus colérico, vingativo e ciumento. Com a evolução do pensamento humano, esta figura alegórica foi aos poucos de modificando. A Doutrina Espírita ensina que a Divindade possui atributos próprios de sua natureza suprema. Deus não se mostra às criaturas humanas, mas se apresenta mediante suas obras. No grau evolutivo em que se encontra, não é dado ao ser humano compreender toda a magnitude da natureza íntima de Deus, mas é possível deduzir alguns de seus atributos.

Pode-se afirmar que:

Deus é eterno: Não teve começo e não terá fim. Se Ele tivesse tido um começo, teria saído do nada. O nada, não existe. Deus é o ser absoluto e eterno. É a própria eternidade.
Deus é imutável: Se fosse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não seriam estáveis. Um princípio material que hoje existe, amanhã poderia deixar de existir. A imutabilidade de Deus proporciona estabilidade às leis físicas e morais.

Deus é imaterial: A natureza de Deus difere de tudo o que se denomina matéria ou energia. Qualquer semelhança com esses princípios faria o Criador perder a imutabilidade, lançando sua obra na instabilidade e todas as leis naturais estariam sujeitas a transformações.
Deus é único: Se existissem diversos deuses, não haveria unidade de vistas, nem de poder na organização do Universo. Um outro Deus teria que ser igualmente infinito em todas as coisas. Caso contrário, nem um nem outro teria a soberana autoridade. Os povos antigos, por ignorância, acreditavam na existência de outras divindades, associando-as com alguns componentes da natureza: tempestades, montanhas, mares, matas e astros.

Deus é todo poderoso: Se o Criador não tivesse o poder soberano, haveria algo mais poderoso ou tão poderoso quanto Ele, que assim deixaria de ter a autoridade suprema sobre o Universo. As obras que Ele não tivesse feito seriam obrigatoriamente feitas por outro deus. Portanto Deus é todo poderoso porque é único.

Deus é soberanamente justo e bom: A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas menores como nas maiores coisas que cercam o ser humano. E esta sabedoria não permite que se duvide da justiça ou bondade de Deus.

Deus é absolutamente perfeito: Conceber Deus sem a perfeição absoluta seria admitir que algum princípio moral ou material, criado por Ele, poderia estar marcado pela imperfeição. Tal idéia levaria à ruína todos os outros atributos do Criador, lançando o Universo na instabilidade e no caos.

"Deus é, pois, a suprema e soberana inteligência; é único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, absoluto em todas as suas perfeições, e não pode deixar de ser assim. Tal é o eixo sobre o qual repousa todo o edifício universal. É o farol do qual os raios se estendem sobre o Universo inteiro, o único que pode guiar o homem em sua pesquisa da verdade. Ao segui-lo, não se extraviará nunca; e se tem se desencaminhado com tanta freqüência, é por não ter seguido o caminho que lhe é indicado" - (Allan Kardec - A Gênese, Capítulo II, item 19).

Ao acreditar na existência de um Pai dotado de absoluta perfeição, que criou o Universo e o mundo terreno, concedendo oportunidades de vida e progresso, seria lógico e racional que o homem se esforçasse para compreender a razão da própria existência e o desejo dessa Divindade. A Doutrina Espírita vem ajuda-lo nessa tarefa. De maneira inteligente e isenta de mistérios, fala ao coração, mas, sobretudo à inteligência. Mostra aos filhos de Deus, a razão da vida, do sofrimento, das injustiças e da felicidade que os aguarda na vida futura.

As religiões deveriam ter esse propósito: ensinar os homens a compreender sua natureza espiritual, libertando-os do excessivo apego aos interesses materiais. Mas, elas foram desvirtuadas pelas imperfeições do espírito terreno e terminaram como instituições voltadas apenas para os interesses relacionados com a vida imediata. A idéia que atualmente se tem de Deus não poderia deixar de ser influenciada por esta concepção niilista, de que a existência se resume apenas entre o nascer e o morrer. Este é o grande engano da humanidade.

Movimento de Reformas

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