Talvez hoje tudo pareça contra você, mas você prosseguirá compreendendo e agindo, em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de que amanhã será outro dia.
André Luiz
## ** ##
Marcadores: André Luiz, Reflexão
É verdade que em tuas relações com Deus pediste o dom da saúde e a saúde é um dos maiores tesouros da vida.
Rogaste a bênção da paz e a paz é o alicerce de todo o equilíbrio.
Suplicaste o apoio do afeto e o afeto é um refúgio sublime.
Deprecaste a luz da compreensão e a compreensão é a base da segurança.
Requestaste o privilégio da liberdade e a liberdade é a força que te mede o aprimoramento.
Imploraste a proteção da simpatia e a simpatia é o estímulo da ação.
Solicitaste o amparo da cultura da inteligência e a cultura é o instrumento que te faz discernir.
Requisitaste o socorro do trabalho e o trabalho é o motor do progresso.
Entretanto, para que obtenhas saúde e paz, afeto e compreensão, liberdade e simpatia, cultura e trabalho, não prescindes de uma alavanca, da qual nem sempre te lembras nas petições à Providência Divina - a alavanca da CORAGEM, a CORAGEM de servir e viver.
Devemos manter as nossas melhores forças, para que jamais esmoreçamos, diante das lutas e provas que nos são necessárias ao burilamento próprio, porque ainda mesmo quando sitiados, em todas as direções, por dificuldade e desarmonia, débito e sofrimento, haverá sempre um caminho de refazimento e libertação que a esperança nos descerra, ante a misericórdia de Deus.
Emmanuel
Falar é completamente fácil,
quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.
Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma...
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...
(Título original: Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade))
A proposta de estudo a luz da Doutrina Espírita dessa semana será: ÓDIO, REMORSO,VINGANÇA E AGRESSIVIDADE.
Caso seus comentários não tenham respostas imediatas não reparem, assim que possível eu comento, ou com certeza no final de semana eu pego todos.
Deus abençoe!
Muitos Beijos!!!
Marcadores: Carlos Drummond de Andrade, Reflexão
Estando Jesus à mesa em casa desse homem (Mateus), vieram aí ter muitos publicanos e gente de má vida, que se puseram à mesa com Jesus e seus discípulos; — o que fez que os fariseus, notando-o, disseram aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come com publicanos e pessoas de má vida? — Tendo-os ouvido, disse-lhes Jesus:
Não são os que gozam saúde que precisam de médico. (S. MATEUS, cap. IX, vv. 10 a 12.)
Jesus se acercava, principalmente, dos pobres e dos deserdados, porque são os que mais necessitam de consolações; dos cegos dóceis e de boa fé, porque pedem se lhes dê a vista, e não dos orgulhosos que julgam possuir toda a luz e de nada precisar. (Veja-se: “Introdução”, artigo: Publicanos, Portageiros.)
Essas palavras, como tantas outras, encontram no Espiritismo a aplicação que lhes cabe. Há quem se admire de que, por vezes, a mediunidade seja concedida a pessoas indignas, capazes de a usarem mal. Parece, dizem, que tão preciosa faculdade devera ser atributo exclusivo dos de maior merecimento.
Digamos, antes de tudo, que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que qualquer homem pode ser dotado, como da de ver, de ouvir, de falar. Ora, nenhuma há de que o homem, por efeito do seu livre-arbítrio, não possa abusar, e se Deus não houvesse concedido, por exemplo, a palavra senão aos incapazes de proferirem coisas más, maior seria o número dos mudos do que o dos que falam. Deus outorgou faculdades ao homem e lhe dá a liberdade de usá-las, mas não deixa de punir o que delas abusa.
Se só aos mais dignos fosse concedida a faculdade de comunicar com os Espíritos, quem ousaria pretendê-la? Onde, ao demais, o limite entre a dignidade e a indignidade? A mediunidade é conferida sem distinção, a fim de que os Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos retos, para os fortificar no bem, aos viciosos para os corrigir. Não são estes últimos os doentes que necessitam de médico? Por que Deus, que não quer a morte do pecador, o privaria do socorro que o pode arrancar ao lameiro? Os bons Espíritos lhe vêm em auxílio e seus conselhos, dados diretamente, são de natureza a impressioná-lo de modo mais vivo, do que se os recebesse indiretamente. Deus, em sua bondade, para lhe poupar o trabalho de ir buscá-la longe, nas mãos lhe coloca a luz. Não será ele bem mais culpado, se não a quiser ver? Poderá desculpar-se com a sua ignorância, quando ele mesmo haja escrito com suas mãos, visto com seus próprios olhos, ouvido com seus próprios ouvidos, e pronunciado com a própria boca a sua condenação? Se não aproveitar, será então punido pela perda ou pela perversão da faculdade que lhe fora outorgada e da qual, nesse caso, se aproveitam os maus Espíritos para o obsidiarem e enganarem, sem prejuízo das aflições reais com que Deus castiga os servidores indignos e os corações que o orgulho e o egoísmo endureceram.
A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos superiores. É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos, em geral. O bom médium, pois, não é aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistência. Unicamente neste sentido é que a excelência das qualidades morais se torna onipotente sobre a mediunidade.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIV, itens 11 e 12.)
Se em duas partes se dividirem os males da vida, uma constituída dos que o homem não pode evitar e a outra das tribulações de que ele se constituiu a causa primária, pela sua incúria ou por seus excessos (cap. V, nº 4), ver-se-á que a segunda, em quantidade, excede de muito à primeira. Faz-se, portanto, evidente que o homem é o autor da maior parte das suas aflições, às quais se pouparia, se sempre obrasse com sabedoria e prudência.
Não menos certo é que todas essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus e que, se as observássemos pontualmente, seríamos inteiramente ditosos. Se não ultrapassássemos o limite do necessário, na satisfação das nossas necessidades, não apanharíamos as enfermidades que resultam dos excessos, nem experimentaríamos as vicissitudes que as doenças acarretam. Se puséssemos freio à nossa ambição, não teríamos de temer a ruína; se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não teríamos de recear a queda; se fôssemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho abatido; se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maldizentes, nem invejosos, nem ciosos, e evitaríamos as disputas e dissensões; se mal a ninguém fizéssemos, não houvéramos de temer as vinganças, etc.
Admitamos que o homem nada possa com relação aos outros males; que toda prece lhe seja inútil para livrar-se deles; já não seria muito o ter a possibilidade de ficar isento de todos os que decorrem da sua maneira de proceder?
Ora, aqui, facilmente se concebe a ação da prece, visto ter por efeito atrair a salutar inspiração dos Espíritos bons, granjear deles força para resistir aos maus pensamentos, cuja realização nos pode ser funesta.
Nesse caso, o que eles fazem não é afastar de nós o mal, porém, sim, desviar-nos a nós do mau pensamento que nos pode causar dano; eles em nada obstam ao cumprimento dos decretos de Deus, nem suspendem o curso das leis da Natureza; apenas evitam que as infrinjamos, dirigindo o nosso livre-arbítrio. Agem, contudo, à nossa revelia, de maneira imperceptível, para nos não subjugar a vontade.
O homem se acha então na posição de um que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando a liberdade de segui-los, ou não. Quer Deus que seja assim, para que aquele tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal. É isso o que o homem pode estar sempre certo de receber, se o pedir com fervor, sendo, pois, a isso que se podem sobretudo aplicar estas palavras:
“Pedi e obtereis.”
Mesmo com sua eficácia reduzida a essas proporções, já não traria a prece resultados imensos?
Ao Espiritismo fora reservado provar-nos a sua ação, com o nos revelar as relações existentes entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, item 12.)
Não te afastes da paciência quando as dificuldades se agravem.
Ainda que provações inesperadas te espanquem o coração, conserva a serenidade e segue adiante, agindo e servindo.
Pensa nos que perderam a fé e tropeçaram na violência; medita nos que tombaram em desespero e resvalaram na loucura.
O verbo que te vergasta pode ser enfermidade em forma de insulto e a mão que te golpeia estará provavelmente sob o impulso das trevas.
A coragem não é revidar, nem cair na exibição de poder.
A coragem verdadeira ergue-se da compreensão e da bênção, quando o desequilíbrio tenta assaltar-te.
Em qualquer circunstância, escora-te no esforço de resguardar o bem.
Quando estiveres a ponto de pronunciar qualquer frase irrefletida ou de empreender a mínima ação contra os outros, ora e silencia, porque o céu te ouve e Deus te sustentará.
Meimei
Do livro "Amizade"
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Nasceste no lar que precisavas. Vestiste o corpo físico que merecias. Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Hammed

Então lhe disse um homem da plebe: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo da herança. Porém Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constitui a mim juiz, ou partidor, sobre vós outros? Depois lhe disse: Guardai-vos e acautelai-vos de toda avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui. Sobre o que lhes propôs esta parábola, dizendo: O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos, e ele revolvia dentro de si estes pensamentos, dizendo: Que farei, que não tenho onde recolher os meus frutos? Farei isto, disse ele: derrubarei os meus celeiros e os farei maiores; e neles recolherei todas as minhas novidades, e os meus bens. E direi à minha alma: Alma minha, tu tens muitos bens em depósito para largos anos: descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus disse a este homem: Néscio, esta noite te virão demandar a tua alma, e as coisas que tu ajuntaste, para quem serão? Assim é o que entesoura para si, e não é rico para Deus. (Lucas, XII: 13-21).
*******
Não podeis servir a Deus e a Mamon; guardai bem isto, vós que sois dominados pelo amor do ouro, vós que venderíeis a alma para enriquecer, porque isso poderia elevar-vos acima dos outros e proporcionar-vos o gozo das paixões. Não, não podeis servir a Deus e a Mamon! Se sentirdes, portanto, vossa alma dominada pelas cobiças da carne, apresse-vos em sacudir o jugo que vos esmaga, pois Deus, justo e severo, vos perguntará: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Empregaste essa poderosa fonte das boas obras unicamente na tua satisfação pessoal?
Mas qual é, então, o melhor emprego da fortuna? Procurai nestas palavras: “Amai-vos uns aos outros”, a solução desse problema, pois nelas está o segredo da boa aplicação das riquezas. O que ama o seu próximo já tem a sua conduta inteiramente traçada, pois a aplicação que agrada a Deus é a da caridade. Não essa caridade fria e egoísta, que consiste em distribuir ao redor de si o supérfluo de uma existência doirada, mas a caridade plena de amor, que procura a desgraça e a socorre sem humilhá-la. Rico, dá do teu supérfluo; faze ainda mais; dá do teu necessário, porque o teu necessário é também supérfluo, mas dá com sabedoria. Não repelias o pranto, com medo de seres enganado, mas vai à origem do mal; ajuda primeiro; informa-te depois, para ver se o trabalho, os conselhos, a afeição mesmo, não seriam mais eficazes do que a tua esmola. Difunde ao teu redor, com a abastança, o amor do trabalho, o amor do próximo, o amor de Deus. Põe a tua riqueza sobre uma base segura e que te garantirá grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deve servir-te como a de ouro; difunde em teu redor os benefícios da instrução, distribui aos teus irmãos os tesouros do amor, que eles frutificarão.
CHEVERUS
Bordeaux, 1861

O santo não condena o pecador. Ampara-o sem presunção.
*
O sábio não satiriza o ignorante. Esclarece-o fraternalmente.
*
O iluminado não insulta o que anda em trevas. Aclara-lhe a senda.
*
O orientador não acusa o aprendiz tateante. A ovelha insegura é a que mais reclama o pastor.
*
O bom não persegue o mau. Ajuda-o a melhorar-se.
*
O forte não malsina o fraco. Auxilia-o a ergue-se.
*
O humilde não foge ao orgulhoso. Coopera silenciosamente, em favor dele.
*
O sincero a ninguém perturba. Harmoniza a todos.
*
O simples não critica o vaidoso. Socorre-o, sem alarde, sempre que necessário.
*
O cristão não odeia, nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo.
*
De outro modo, os títulos de virtude são meras capas exteriores que o tempo desfaz.
Marcadores: Reflexão
Fora da caridade não há ambiente para o verdadeiro Amor, mas a verdadeira caridade igualmente não se expressa sem o ato amoroso que se irradia do coração para todas as frentes de trabalho onde o Bem é a meta dos sentimentos.
Na verdade, a caridade é o caminho único para encontrarmos a paz de consciência, mas essa verdade somente é encontrada quando a praticamos por dever e, acima do dever, por prazer de sermos úteis a todos e a tudo em nossos caminhos.
Se queres saber o que é caridade, nós te falamos novamente; podes começá-la dentro da tua casa, nos gestos generosos para com tua mulher e filhos, parentes e amigos, pai e mãe.
A caridade é luz que brilha em toda a parte, como sendo o perfume de Deus a alentar os que sofrem.
Se te sobrarem algumas horas por dia, meu irmão, nas deixe vazias e sabes como pode preenchê-las: pela caridade, por ser semente de luz a te trazer frutos de paz para o próprio coração.
Podes fazer caridade nos atos de bondade para com o próximo, nos momentos adequados, sem que essa bondade transforme em decadência o homem verdadeiramente bom. Mescla-a com a energia cristã, sem deixar-te também pular para o reino da violência.
Jesus foi a expressão máxima da caridade na Terra e nos deixou exemplos vivos do maior equilíbrio na beneficência, acendendo luzes em todos os assuntos da própria vida.
Se a caridade é o mesmo Amor, não podemos nos esquecer de amar no mesmo nível do amor do Mestre para conosco.
O mundo está cheio de exemplos que brilham mais que o sol e nos fornecem água de vida mais que os mares e rios, valores maiores que o próprio ar, pela grandeza da fé que nos apresentam por todos os meios.
Tornaremos a dizer que, fora da caridade não pode haver vida, porque ela é a razão pura da fraternidade, florindo como amor nos reinos dos corações que expandem esses sentimentos salvadores.
Quem começa a melhorar, somente pode dar início à renovação, pela caridade.
Scheilla
'Flor de Vida' - João Nunes Maia
****
Nos momentos de crise,
Não te abatas. Escuta.
Por nada te revoltes,
Nem te amendrontes. Ora.
Suporta a provação.
Não reclames. Aceita.
Não grites com ninguém.
Nem firas. Abençoa.
Lance de sofrimento
É o ensejo da fé.
Silencia. Deus sabe
O instante de intervir.
(Livro: Caminhos / Francisco Cândido Xavier)
Uma decepção que parece matar as aspirações superiores; um insucesso que se afigura como um desastre total; um ser querido que morreu e deixou uma lacuna impreenchível; uma enfermidade cruel que esfacelou as resistências; um vício que, por pouco, não conduziu à loucura; um prejuízo financeiro que anulou todas as futuras aparentes possibilidades; uma traição que poderia ter-te levado ao suicídio, são apenas motivos para recomeçar de novo e nunca para se desistir de lutar.
Não houvesse esses fenômenos negativos na convivência humana, no atual estágio de desenvolvimento das criaturas, e os estímulos para o progresso e a libertação seriam menores.
Colhido nas malhas de qualquer imprevisto ou já esperado problema aterrador, tem calma e medita, ao invés de te deixares arrastar pela convulsão que se irá estabelecer. Refugia-te na oração, a fim de ganhares força e inspiração divina.
Como tudo passa, isto também passará, e, quando tal acontecer, faze teu recomeço, a princípio, com cautela, parcimonioso, até que te reintegres novamente na ação plenificadora.
Teu recomeço é síndrome de próxima felicidade.






